MATÉRIA DO ESTADO DE MINAS DE HOJE, 26/02/2008.
PT e PSDB admitem aliança
Presidentes dos dois partidos se reúnem para discutir a possibilidade da formação de uma coligação para disputar a PBH. Nem petista nem tucano exigem a cabeça da chapa
Isabella Souto
Paulo Filgueiras/EM
Custódio Mattos e Reginaldo Lopes almoçaram ontem. Eles começam a conversar sobre sucessão na capital, em busca de entendimento
As direções estaduais do PT e do PSDB mudaram o discurso e já admitem a discussão de uma chapa única para a sucessão da Prefeitura de Belo Horizonte. Em almoço ontem na capital mineira, os presidentes estaduais das duas legendas, o deputado federal Reginaldo Lopes (PT) e o secretário de Desenvolvimento Social, Custódio Mattos (PSDB), levantaram a hipótese de uma composição entre um petista e um tucano, em que nenhum dos dois exige ser a cabeça de chapa – pelo menos por enquanto. Para minimizar possíveis divergências com os demais partidos da base aliada em razão de uma exclusão na composição eleitoral, a oferta é tentadora: a ocupação de cargos na administração municipal.

A discussão mais intensa se dará no PT, que ainda não definiu qual das três alternativas adotar: chapa pura com o PSDB, aliança com tucano em torno de um candidato filiado a uma terceira legenda ou disputa das eleições sem qualquer acordo com o rival histórico. A definição sobre o assunto sairá em 6 de abril, quando será realizado o encontro dos 386 delegados municipais, grupo que dará a palavra final sobre a sucessão na cidade, que comanda há 16 anos. Nos bastidores, a expectativa é de que pelo menos 70% dos delegados votem pelo entendimento em torno de um terceiro partido. Mas não é o que defende a direção estadual.

“Defendo a tese que mostra a história da cidade, que aprova o modelo de gestão do PT e do governador Aécio Neves”, afirmou Reginaldo Lopes, que prefere um nome petista para disputar as eleições. “Não está descartada a hipótese de o PSDB ter a cabeça da chapa. Mas tenho que ser honesto, na base do PT, a maior defesa é para que sejamos a cabeça. De qualquer forma, não vetamos ninguém, nem o PSDB”, completou.

No ninho tucano, a hipótese mais defendida é a mesma da direção municipal, do prefeito Fernando Pimentel e de Aécio, ou seja, a união de PT e PSDB em torno de um candidato filiado a uma terceira legenda. Mas o presidente Custódio Mattos disse que vai aguardar a decisão do PT, para então retomar a discussão interna. “O PSDB tinha o projeto inicial de ter candidato próprio, mas a proposta do PT nos faz considerar o sacrifício de pretensões eleitorais do partido”, argumentou.

As conversas dos petistas e tucanos receberam ontem o apoio do PPS – partido que integra a base de apoio dos governos Pimentel e Aécio, mas faz oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a presidente municipal da legenda, vereadora Luzia Ferreira, a legenda não terá candidato à prefeitura, e nos próximos dias serão realizados encontros com integrantes do PT, PSDB e PDT (que já tem um pré-candidato, o ex-deputado federal Sérgio Miranda).

NACIONAL
Qualquer pretensão dos mineiros esbarra ainda na direção nacional do PT. Em reunião do diretório, realizada no início do mês, foi aprovada resolução vetando a aliança com partidos de oposição ao Palácio do Planalto, ou seja, PSDB, DEM, PPS e PSOL. Ontem, foi oficializada a formação do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), formado por 12 integrantes do partido e coordenado pelo presidente nacional, Ricardo Berzoini, que vai definir como será a atuação do partido na eleição.

Basta que um dos membros do GTE solicite para que seja colocada em discussão a política de aliança em Belo Horizonte. O secretário nacional de assuntos institucionais do partido, Romênio Pereira, que integra o GTE, já avisou que tomará essa atitude nas próximas reuniões. “E não acho que isso seja uma intervenção (da direção nacional na estadual e municipal). Se já aprovamos uma política de alianças que veta a participação do PSDB, porque em Belo Horizonte seria diferente?”, rebateu.

DESEMBARGADOR: O Tribunal de Justiça de Minas Gerais tem novo desembargador. Tomou posse no cargo o são-joanense e juiz de Direito Rogério Medeiros de Garcia Lima. Quem sabe, agora, a Justiça possa estar, mesmo cega, mais atenta à nossa cidade. Afinal, nunca vi tanto político respondendo processo, que nunca termina, como aqui em São João del Rei

EM ALTA 1: O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, está bem na fita. A pesquisa CNT/SENSUS, divulgada esta semana, mostra que ele está com bons índices de aprovação, semelhantes ao do início do primeiro mandato. Ou seja, a baixa popularidade, comum no segundo mandato, ainda não acertou o presidente. 

     EM ALTA 2: E a oposição não perde tempo. Um deputado do DEM disse, em tom de brincadeira, que este índice de popularidade do presidente era passageiro: “Preocupam não que daqui a pouco ele volta da Antártica”. 
SORTUDO: O presidente do Grêmio Recreativo Escola de Samba (GRES) São Geraldo, Alan Rios, em uma entrevista cedida para este jornal e que foi publicada na 2ª quinzena de fevereiro, do ano passado, disse que a Escola estava sendo ascendente. Alan profetizou: “Em 2006 ficamos em terceiro lugar, neste ano (2007) o segundo e, quem sabe, em 2008, ganhamos o campeonato”. Que cara sortudo! Acertou o resultado do Carnaval de São João del-Rei, um ano antes. Pode jogar na mega-sena! 

 PÉROLA: A vereadora Rosina do Mototáxi (Dem) soltou mais uma pérola na reunião da Câmara. Discursando a respeito de problemas de obras, nos bairros da cidade, ela disse que a questão é de "camalidade". Camalidade? Santo Deus! 
 O QUE SERÁ?: O vereador Tarcísio Braga (PTB) falou, várias vezes, na reunião da Câmara Municipal do dia 12 de fevereiro, o nome Sidrão, se referindo ao prefeito de São João del-Rei, Sidney Antônio de Souza, o Sidinho. O que será que ele quis dizer? 

NOVA AQUISIÇÃO: A conversa que tem circulado no meio politico é de que o vereador Bené do calçadão, ferrenhjo opositor do prefeito Sidinho e eterno apoiador de Nivaldo, está muito calado, quieto. Até agora o veredor tem se destacado por seus ataques ao prefeito, juntamente com seu companheiro, Tarcisio Braga.

A mudança de comportamento de Bené tem despertado a curiosidade de muitos e há quem aposte que o vereador esta fazendo acordo com o prefeito Sidinho, afinal, sua base é fisiológica e sem apoio do poder executivo, seu mandato pode estar comprometido. O mesmo foi acontecendo com a vereadora Rosina do Pilar, que aos poucos foi se aproximando do prefeito e hoje compõe a sua base de apoio, apresentado inclusive seu nome para compor como vice a chapa de Sidinho.

Esta eu li no blog do Ricardo Noblat. É uma boa reflexão

Pobre PSDB

Espantado com o quê? Com o fato de o governo deter folgada maioria de votos na futura CPI do Cartão Corporativo? Com sua hesitação em ceder a presidência da CPI para um parlamentar do PSDB?

Quem disse que o governo pretende investigar para valer eventuais falcatruas cometidas por alguns dos 11.500 portadores de cartões? Ora, falemos sério.

Durante o segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso funcionaram na Câmara dos Deputados 19 CPIs. Dessas, 18 foram presididas e relatadas por aliados do governo.

Houve oito CPIs na Câmara durante o primeiro mandato de Lula. Quatro foram presididas por deputados da oposição e mais duas relatadas por deputados da oposição.

Isso quer dizer que Lula foi mais tolerante com seus adversários do que Fernando Henrique? Não necessariamente. No primeiro mandato de Lula o PMDB ficou de fora da chamada base de sustentação do governo no Congresso. Nem sempre o governo contou com a sua ajuda para evitar a instalação de CPIs – ou para manietá-las.

CPI é um recurso da oposição para fustigar o governo. Mais de 60 pedidos de abertura de CPIs foram arquivados na Assembléia Legislativa de São Paulo durante os governos Geraldo Alckmin e José Serra.

Assim como o PT era viciado em propor CPIs quando estava na oposição, o PSDB viciou-se em negá-las sempre que governa.

O governo Lula bancou o esperto ao sugerir a abertura da CPI do Cartão no Senado.

O PSDB fez papel de bobo ao revidar com a proposta de criação de uma CPI formada por senadores e deputados.

A maioria do governo no Senado é estreita. Na Câmara é ampla. A conviver com uma CPI, melhor para o governo que ela seja mista.

A essa altura, quem tem mais a perder com a CPI do Cartão?

Lula não será candidato a nada em 2010.

Se descobrirem, por exemplo, que algum usuário de cartão pagou por ele despesas indevidas, Lula jogará a culpa no usuário e tocará em frente. Ninguém domina como ele a arte do "eu não sabia". De resto, a condição de ex-pau-de-arara, o Bolsa-Família e o crescimento da economia são seus poderosos salvos-condutos.

O PT carece de candidato sequer razoável à sucessão de Lula.

O PSDB de José Serra e de Aécio Neves é apontado desde já como pule de 10 para a eleição daqui a dois anos. Pois bem: o que ele tem a ganhar com a CPI do Cartão?

Acumulou munição para dispará-la contra o governo tão logo a CPI se instale? Não.

Tem livre acesso a quem possa produzir informações capazes de embaraçar o governo? Não.

Produtores de informações embaraçosas estão a serviço do governo e trabalham a pleno vapor estocando lama para ser jogada na administração passada do PSDB.

A CPI só sairá do papel quando o governo decidir o que prefere: comandá-la sozinho ou requisitar os préstimos do PSDB, cedendo-lhe a presidência? A decisão será tomada nas próximas horas.

Parte do PSDB topa coonestar a farsa da CPI mista montada pelo governo para apurar rolos do próprio governo. Outra parte é sensível à tese do DEM de responder à CPI chapa branca com uma CPI restrita ao Senado onde a divisão de forças é menos desigual. 

Pobre PSDB. Teme bater de frente com o governo. Teme ser apontado como linha auxiliar dele. Teme que o acordão para frustrar mais uma CPI acabe sendo debitado em sua conta.

Será.  

RETRÔ: O Presidente Lula teve uma postura bastante retrô. Ele defendeu a diminuição da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A fala do Presidente surge no momento em que as centrais sindicais preparam uma grande campanha para defender a bandeira.

Mas é óbvio que Lula teve o cuidado de deixar claro que esta não é uma posição contra o empresariado e ainda justificou a defesa da medida dizendo dados sobre o crescimento economico, onde segundo o presidente, empresas e bancos melhoraram muito o seu lucro.

Com esta posição, Lula resgata um pouco de sua veia sindicalista dos tempos de São Bernardo do Campo. Agora é ver se a coisa avança ou se será apenas discurso já que o presidente disse também que a proposta não deve partir do governo. 

MENSALÃO MINEIRO: Abaixo, transcrevo matéria da revista Isto É desta quinzena. Trata do mensalão mineiro e como o Senador Eduardo Azeredo pode se complicar por ter mentido sobre o conhecimento do esquema em 1998. Mas é interessante também a preocupação do governador com este assunto. Veja a seguir:

A reação de Aécio
O governador condecora o procurador da República e sua assessoria nega "qualquer repasse" do Mensalão Mineiro

HUGO STUDART

DEFESA “O nome do governador não é citado nas 172 páginas do relatório da PF”, diz a nota oficial de Aécio Neves

As desculpas de Azeredo

O silêncio dos tucanos diante do escândalo

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), sabia há mais de um ano que seu nome era citado em uma lista como beneficiário de R$ 110 mil provenientes de caixa 2 da campanha tucana de 1998 em Minas. Ele sabia também que essa lista fazia parte do inquérito da Polícia Federal que investigava o Mensalão Mineiro. E que o procurador- geral da República, Antonio Fernando de Souza, estava às vésperas de encaminhar ao Supremo Tribunal Federal denúncia contra os envolvidos nesse esquema. Na sexta-feira 14, sem saber que ISTOÉ circularia no dia seguinte com os documentos do caso, o governador encontrou uma forma de obter do procurador alguma sinalização sobre sua efetiva situação no inquérito. Antonio Fernando esteve em Belo Horizonte para receber uma medalha do Ministério Público do Estado. Aproveitando a visita, Aécio resolveu convidá-lo para receber uma outra comenda: a Medalha da Inconfidência, tradicionalmente entregue no dia 21 de abril em Ouro Preto. Certamente, se estivesse prestes a relacioná-lo entre os envolvidos no Mensalão, Antonio Fernando não aceitaria a honraria, calculou Aécio. Mas o procurador aceitou a comenda. Aécio ficou tranqüilo.

SINALIZAÇÃO Aécio entrega medalha a Antonio Fernando (à dir.) e se tranquiliza

A cerimônia foi discreta, exclusiva e rápida. Por volta das 9 horas, o governador perfilou todo o secretariado para aplaudir o procurador-geral no Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro. Entre os presentes estavam quatro secretários de Estado também relacionados pela PF como tendo recebido dinheiro do Mensalão Mineiro. Logo depois, Aécio voltou a aplaudir Antonio Fernando na sede do Ministério Público, onde o procurador recebeu a segunda medalha do dia. Dois ministros do Supremo também receberam a mesma comenda, Joaquim Barbosa e Carmen Lúcia Rocha. Por coincidência, Barbosa é o relator do processo do caixa 2 tucano. Terminada a cerimônia, foram todos para Sabará almoçar na casa do ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence. A refeição durou uma hora e meia e Aécio não ousou tocar no assunto que o preocupava, garante um dos presentes. “Vai dar tudo certo”, confidenciou Aécio a um amigo, logo depois do almoço.

No dia seguinte, depois de publicada reportagem de ISTOÉ revelando o relatório final da Polícia Federal sobre o Mensalão Mineiro, Aécio se recolheu em silêncio. Na quartafeira 19, em sua única manifestação sobre o caso, encaminhou através de assessores uma nota à redação garantindo que, em 1998, “não houve repasse de quaisquer recursos financeiros para o então candidato Aécio Neves”, e que “o nome do governador não é citado nas 172 páginas do relatório divulgado pela Polícia Federal”. Diz ainda a nota que “em relação à lista contendo os nomes de 159 candidatos, a própria PF não atesta o conteúdo da mesma”. De fato, como ISTOÉ revelou, a lista apresenta casos distintos. Há 82 políticos da lista com documentos bancários que provam o recebimento do dinheiro. Outros, como é o caso de Aécio, estão apenas citados na lista do ex-tesoureiro da campanha. No dia 30 de setembro, o procurador faz aniversário, mas quem pode ganhar um presente é o governador.

 

 

 

SINAL: Neste domingo, li no jornal Estado de Minas uma (na verdade várias) matéria sobre a aliança PT - PSDB. Esta discussão esta cada vez mais quente devido ao fato de que o Prefeito de BH Fernando Pimentel e o governador Aécio Neves estarem articulando tal composição.

Mas a matéria mostra que não é novidade em Minas tal aliança e cita uma boa quantidade de cidades onde a dobrada aconteceu. E é claro, São João del Rei, terra do governador, não podia ficar de fora. Mas o que chamou a atenção foi o fato do Vice Prefeito Cristiano falar que uma nova aliança com os tucanos é remota, mas não impossível,  uma vez que o PT rompeu com o Prefeito Sidinho e, até o momento, ele é o nome dos tucanos para a disputa eleitoral deste ano.

Mas o Presidente do PSDB local, Moacir Oliveira, em resposta na mesma matéria, disse que o partido fará uma pesquisa antes de definir se Sidinho será realmente o candidato, ou seja, pode estar mandando um sinal ao PT caso o problema seja o nome de Sidinho.

Percebi que ambos (Cristiano e Moacir) consideram que vários avanços aconteceram com a aliança. É bom acompanhar pois pode ter gente movimentando nos bastidores.

PREJUDICOU: Algumas Escolas, ao desfilar na avenida, sofreram com várias falhas (ou interferência) no sistema de sonorização. Se isso foi falha da empresa prestadora do serviço, a Prefeitura Municipal não pode pagar integralmente o valor do contrato. E olha que esta não é a primeira vez que este tipo de coisa acontece em nosso carnaval
ALVORADA: Nem a chuva conseguiu estragar o carnaval de muitos foliões, como a não saída do Alvorada, um dos mais tradicionais de nosso carnaval. Faltou diálogo entre a Prefeitura Municipal e a direção do bloco? O recurso oferecido pelo prefeito era pouco? Uma tradição de mais de 30 anos não poderia ter sido quebrada desta forma. Ano que vem isso não pode acontecer!
 POLÊMICA CARNAVALESCA 2 : Na minha opinião, é preciso pensar o carnaval da cidade sobre vários aspectos: se poderá trazer fantasia de fora, que a regra seja clara para todos e não seja mudada no meio do jogo. E se não, o desfile da Vem Me Ver mostrou como precisamos elevar mais o nível do nosso desfile, que é bom, mas tem espaço para ser ainda melhor.
 ·  POLÊMICA CARNAVALESCA 1: A Festa do Momo, deste ano, levantou uma polêmica que está sendo debatida pelos carnavalescos da cidade. A Escola de Samba Vem Me Ver fez um lindo desfile na avenida e, com certeza, apresentou uma das mais belas alegorias e fantasias. Porém, as mesmas teriam sido adquiridas da Beija-Flor, do Rio de Janeiro, que, no ano passado, teve como enredo a África, mesmo da Vem Me Ver deste ano. Alguns acham que a Escola deveria perder pontos por isso, outros que não, pois sua atitude elevou o padrão do desfile. A verdade é que, se não há punição prevista no regulamento para este ato, a Escola deverá manter seus pontos e pronto!
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